sexta-feira, 12 de junho de 2009

Reservado para o Cabeça - David W Dyer

Extraído do Livro "Autoridade Espíritual Genuína" Disponível para download no Filho Varão ou no site do Autor http://www.graodetrigo.com/

Conforme você pode, sem dúvida, perceber pela presente discussão, toda a autoridade na igreja está reservada para a Cabeça. Não há lugar para nenhuma outra. Qualquer outra autoridade irá simplesmente substituir ou tomar o lugar do fluir da autoridade de Jesus. A menos que a “liderança” na igreja seja simplesmente uma manifestação da própria autoridade de Deus, ela impedirá ao invés de ajudar o processo. Queridos amigos, esta é uma consideração muito séria. O corpo de Jesus é Dele! Nós não somos livres para construirmos algum tipo de imitação. Nós simplesmente não podemos estabelecer nenhum outro tipo de autoridade em nossos encontros, além daquele que o Pai já instituiu. Nós precisamos permitir que Jesus seja a nossa Cabeça. Somente desta maneira poderemos experimentar a realidade da igreja e satisfazer os requisitos de Deus. Somente deste modo pode o corpo crescer e ministrar a si mesmo conforme Deus designou.
Talvez agora o leitor possa mais facilmente compreender a grande necessidade de genuína autoridade espiritual na igreja de hoje. Também torna-se mais claro que a autoridade meramente humana nunca poderá atingir os objetivos de Deus. É apenas quando a cabeça está estimulando o Seu corpo que Sua vida e Sua natureza são expressos. Quando um outro alguém está no controle, não importa o quão bem intencionado ele esteja, o resultado nunca será uma expressão de Deus. Então este é o princípio inalterável da liderança. No corpo de Cristo não pode haver nenhuma outra autoridade, nenhuma outra cabeça. Quando colocamos um outro alguém nesta posição, contaminamos a expressão de Jesus, introduzindo um elemento estranho na igreja de Deus. Interessante que um dos significados do prefixo “anti” em grego é “em vez de” ou “no lugar de”. Isto então nos leva a uma nova compreensão da palavra “anticristo”. Talvez tenhamos sempre pensado no anticristo como alguém que é contra Cristo ou que é oposto a Ele. Aqui, entretanto, vemos que simplesmente tomar Seu lugar como verdadeira autoridade e Cabeça também significa ser “anticristo”.
Então, nas reuniões da igreja, o lugar dos líderes poderia ser melhor compreendido como um tipo de supervisor. Aqueles que são maduros e íntimos de Deus supervisionam os procedimentos. De fato, a Bíblia usa a palavra “supervisores” para indicar esta função. Aqueles que são menos maduros são livres para exercer seus dons e habilidades porque há membros qualificados que podem gentilmente corrigir qualquer problema. A verdadeira liderança espiritual pode ser exercida de um modo muito discreto. Uma simples palavra ou oração na hora apropriada, falada pela direção do Espírito Santo, pode trazer o encontro de volta de algum desvio que possa ter ocorrido. Aqueles que desejavam dominar a reunião com suas idéias e opiniões podem ser cuidadosamente admoestados. Os líderes estão presentes, não para controlar ou usar as reuniões como um tribunal para seus próprios ministérios, mas para servir ao corpo, cuidando para que tudo seja feito de acordo com a direção do Cabeça.
Naturalmente, nenhuma reunião será perfeita. Haverá sempre alguém orando ou testificando de seu próprio coração. Um líder que tenha sido verdadeiramente quebrantado pelo Espírito Santo saberá de Deus quando é necessário dizer ou fazer alguma coisa ou quando o Senhor vai simplesmente permitir que uma imperfeição não seja corrigida. Todos nós temos imperfeições em nossas vidas e somente Deus sabe a hora e o lugar para que estas deficiências sejam tratadas. Sabedoria verdadeira é o resultado da experiência e maturidade. Talvez seja por isso que as Escrituras usem a palavra “anciãos” para descrever tais pessoas. Notem que Paulo exorta que nenhum novato deveria exercer esta função (1ª Tim 3:6). Há uma grande necessidade de paciência, clemência e amor para ser forjado o caráter de alguém que é canal para a autoridade divina. Se o caráter de Deus não é mostrado naqueles que estão liderando a manifestação de Deus será contaminada por personalidades naturais.
A liderança na igreja é uma responsabilidade terrível. Não é algo que alguém deva tentar tomar sobre si mesmo. Há uma grande tentação para os homens jovens, possuidores de dons imaginar que eles estão qualificados para liderar a igreja. Eles ouvem de Deus. São ungidos por Ele e, portanto, supõem que estão aptos a serem líderes! Entretanto, nada pode substituir o quebrantamento e anos de experiência sob a mão de Deus. Aqueles que são “líderes” serão julgados por Deus pelo seu trabalho, como qualquer um de nós será. Se nós tomamos sobre nós mesmos o manto da autoridade e dirigimos a igreja de Deus de acordo com a iniciativa de nosso próprio coração, seremos mostrados como tolos na frente de todos e vistos como irresponsáveis perante o Juiz de todas as coisas.
Uma outra consideração importante aqui é que aqueles que são canais da autoridade de Deus e funcionam como “supervisores” devem ter um relacionamento íntimo com o outro. Eles devem estar ligados pelo espírito por Deus. Isto requer da parte destes indivíduos um desejo de abrir seus corações um para o outro para ter um tipo de transparência divina. Eles devem ter uma unidade que a Bíblia descreve como “um coração e uma mente” (Atos 4:32). Deste modo, eles podem agir juntos como se fossem um, ao exercer a autoridade divina. Se houver qualquer desunião ou desacordo entre os líderes, será um desastre para o rebanho. Se os que estão na liderança não podem ou não querem agir em harmonia um com o outro no Senhor, resultará num fracasso e o testemunho de Jesus será perdido. É impossível preservar a autoridade do Espírito Santo quando há desconfiança, desarmonia e discussão entre os líderes.
Isto então é essencial para se começar a pensar quando se quer reunir. Pelo menos dois ou três homens que o Senhor preparou e escolheu devem estar juntos em acordo sobre estes assuntos. É absolutamente imperativo que seja estabelecido como um ponto de partida para este tipo de união entre os líderes. Se isto não acontece, o resultado só pode ser de confusão. Muitos outros tentarão penetrar e assumir responsabilidade. “Autoridade” de qualquer direção, menos de Deus, será manifestada. E a liderança, em uma condição enfraquecida e dividida não será capaz de lidar com isto acordo com a direção de Deus. Durante muitos anos eu tenho visto muitos grupos nestas condições. Eles escorregam para dentro e para fora da vontade de Deus. A cada semana é uma aposta se o encontro vai estar cheio da presença do Senhor ou não. O que precisamos desesperadamente hoje não é “ausência de liderança” mas verdadeira supervisão espiritual daqueles que são preparados por Deus. Somente a liderança plural (mais do que uma), unida, espiritual, resultará em um encontro cristão com a manifestação do próprio Deus.
Porque é que hoje o Cristianismo parece tão fraco? Porque as vidas de tantos crentes ainda estão cheias de escravidão e pecado? Porque é que nós estamos tendo tão pouco efeito sobre o mundo em volta de nós? A igreja primitiva em 30 ou 40 anos “virou o mundo de cabeça para baixo”. (Atos 17:6.) Por outro lado, em nossas dias, com todo o dinheiro e material à nossa disposição, comparativamente, pouco está sendo feito. Ora, eu não estou dizendo que não há muita atividade. Certamente que há. Entretanto, o impacto desta atividade parece estranhamente menor que o de dois mil anos atrás. Deus mudou? Absolutamente não! Porém, se formos honestos conosco, devemos admitir que algo parece estar diferente. Talvez seja válido pararmos e considerarmos se há uma parte do plano de Deus que nós perdemos, o qual poderia estar impedindo Seu poder e Sua vontade.

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